Amália Barros
Amália Scudeler de Barros Santos (Mogi Mirim, 22 de março de 1985 – São Paulo, 12 de maio de 2024) foi uma jornalista, ativista, e política brasileira. Filiada ao Partido Liberal (PL), exerceu o mandato de deputada federal por Mato Grosso de 2023 a 2024. Foi uma das principais precursoras da Lei Federal 14.126/2021, que reconhece a visão monocular como deficiência sensorial e inclui a prótese ocular no catálogo de próteses oferecidas pela rede pública, sancionada em 23 de março de 2021.[1] Amália também era sobrinha de Milionário, da dupla Milionário e José Rico, tendo trabalhado como assessora dos cantores e narrado shows de rodeio em Jaguariúna.[2] BiografiaAmália Barros nasceu em Mogi Mirim, filha de Maria Helena e Bino Barros. Formada em Jornalismo, começou sua carreira na área como produtora de televisão no Grupo Bandeirantes. Aos 20 anos, enfrentou a perda da visão do olho esquerdo devido a complicações causadas por toxoplasmose. Após diversas tentativas cirúrgicas sem sucesso para restaurar sua visão, e problemas adicionais em decorrência dos tratamentos, optou pela remoção do olho e pela adoção de uma prótese ocular.[3] Ao perceber a falta de reconhecimento governamental da visão monocular como deficiência e as dificuldades de acesso a próteses oculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela iniciou campanhas nas redes sociais para doar próteses a pessoas sem recursos financeiros, bem como procurou apoio político em Brasília para promover o reconhecimento dessa condição. Um dos primeiros políticos que Amália abordou na capital foi o senador Rogério Carvalho, que também é monocular.[4] Em 2021, publicou o livro: Se Enxerga!: Transforme desafios em grandes oportunidades para você e outras pessoas, detalhando sua jornada desde a perda da visão e seu ativismo pela representatividade das pessoas monoculares no Brasil. No mesmo ano, criou o Instituto Amália Barros (atualmente, Instituto Nacional da Pessoa com Visão Monocular) com o propósito de fornecer apoio e próteses oculares através de doações a pacientes que carecem recursos financeiros.[5] Amália Barros iniciou sua carreira política em 2022 ao se candidatar ao cargo de deputada federal e buscar o apoio de Michelle Bolsonaro para representar o estado de Mato Grosso, sendo eleita com 70.294 votos.[6][7][8] Durante seu mandato na Câmara dos Deputados, propôs iniciativas legislativas voltadas para a inclusão e o bem-estar das pessoas com deficiência, incluindo projetos de lei, e emendas constitucionais.[9] Entre suas participações, estavam a implementação de suporte especializado para alunos com deficiência nas escolas, e a criação do Dia Nacional de Conscientização da Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP).[10] MorteAmália Barros faleceu no dia 12 de maio de 2024, aos 39 anos em função de complicações pós-cirúrgicas.[11] Ela estava internada desde o dia 1º de maio, quando foi hospitalizada em São Paulo para fazer uma cirurgia para a retirada de um nódulo benigno no pâncreas.[12] Seu cargo pelo Partido Liberal foi substituído por Nelson Barbudo.[13] Em julho de 2024, Thiago Boava, viúvo de Amália, divulgou pelas redes sociais ao lado de Otaviano Pivetta, a construção de uma sede física do Instituto Nacional da Pessoa com Visão Monocular em Cuiabá, com a prevista participação de clínicas credenciadas em outros estados.[14] Desempenho eleitoral
Referências
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