Este artigo apresenta uma lista detalhada dos países, incluindo países-fantoche, que existiram na Europa após o Congresso de Viena e que já deixaram de existir. Os dados de cada país serão apresentados em colunas: o nome do país, seu período de soberania, os países que ocupam a sua área atualmente e demais informações.
O âmbito deste artigo começa em 1815, após uma série de negociações sobre as fronteiras dos países europeus e as suas esferas de influência, ocorridas no Congresso de Viena. O Congresso de Viena foi uma conferência pan-europeia de líderes de estado, com duração de nove meses, na qual foram discutidas as consequências de eventos desestabilizantes geopoliticamente sucedidos nos anos anteriores à conferência, como as Guerras Revolucionárias Francesas, as Guerras Napoleônicas e a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico.
Os eventos imediatamentes anteriores ao escopo do artigo são a derrota da França Napoleônica e sua rendição em Maio de 1814, que trouxeram o fim de um período de vinte cinco anos de guerra quase contínua, quando a França conseguiu a anexação de várias nações europeias, em sua maioria microestados. O Congresso de Viena foi o primeiro de uma série de encontros internacionais que vieram a ficar conhecidos como Concerto da Europa, uma tentativa de formar um balanço de poder no continente, que incluiu a restauração ou reorganização de muitos dos Estados que haviam sido varridos do mapa político europeu.
Estados Soberanos
Esta é uma lista de países independentes e estados fantoches que existiram entre 1815 e os dias atuais e que não existem mais. O período de soberania de cada país é baseado na aceitação por outros países. Isto é, esses países podem ter existido fora das datas aqui apresentadas, mas sua independência ainda não se dava de uma forma total.
Compreendia a Circássia e o Daguestão. Foi o último país do Cáucaso a ser anexado pelo Império Russo: o Daguestão foi anexado em 1859 e a Circássia em 1864.
Era uma região autônoma dentro da Checoslováquia do final de 1938 até 15 de Março de 1939. Nesse dia, declarou-se uma república independente, mais foi anexada pela Hungria na noite seguinte, permanecendo sob controle húngaro até o final da Segunda Guerra Mundial, quando foi cedida para a União Soviética.
Por um erro, uma pequena faixa de terra não foi mencionada em um tratado, e seus habitantes imediatamente declararam a sua independência. Após quase 400 anos, ela foi dividida igualmente entre os Estados Papais e a Toscana.
Estado não reconhecido internacionalmente que ganhou independência depois de um referendo e se juntou à Rússia um dia depois da proclamação da própria independência.
Depois da dissolução do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, e a dissolução do seu sucessor, a Confederação do Reno em 1813, o Ducado de Anhalt-Dessau, um estado Alemão desde o século XVII (Anhalt desde o século XIII) tornou-se independente. Era um membro da Confederação Germânica de 1815 a 1856, e fez parte do curto Império Alemão de 1818 a 1819. Em 1863 incorporou em seu território o Ducado de Anhalt-Bernburg e passou a se chamar Ducado de Anhalt, quando em 1867 se integrou na Confederação Germânica. Era independente ate 1871, quando se uniu ao Império Alemão, e passou a ser um simples estado. Atualmente faz parte da República Federal da Alemanha.
Depois da dissolução do Sacro Império Romano-Germânico em 1806 e da dissolução da Confederação do Reno, sua sucessora em 1813, o Duque de "Anhalt-Bernburg", um Estado germânico desde o século XVII (Anhalt desde o século XIII), tornou-se mais ou menos independente. Foi um membro da Confederação Germânica entre 1815 e 1863, e de 1848 a 1849 foi parte do pouco durável Império Germânico. Em 1863, foi incorporado em Anhalt. Hoje, faz parte da Alemanha.