Hípon de Régio
Hípon de Régio (língua grega: Ἵππων, Hippon; fl. século V a.C.) foi um filósofo grego pré-socráticos. É descrito como sendo natural de vários lugares como Régio da Calábria,[1] Metaponto,[2] Samos,[3] e Crotone,[4] sendo possível que houvesse mais que um filósofo com o mesmo nome. Apesar de ser um filósofo natural, Aristóteles recusou colocá-lo entre os outros grandes filósofos pré-socráticos "devido à insignificância do seu pensamento."[5] Numa certa altura Hípon foi acusado de ateísmo,[6] mas porque as suas obras não sobreviveram, não se pode ter certeza da razão. Foi acusado de impiedade pelo poeta cómico Crátinos de Atenas na sua obra Panoptae.[7] De acordo com Hipólito de Roma, Hípon afirmava que a água e o fogo eram os elementos primordiais, sendo que o fogo se originava da água. Simplício da Cilícia também afirmava que Hípon pensava que a água era o princípio de todas as coisas.[6] A maioria dos escritos sobre a sua filosofia sugerem que era interesado em questões biológicas. Ele pensava que há um nível apropriado de humidade em todos os seres vivos, e que as doenças são provocadas quando existe um desequilíbrio na humidade.[4] Também via a alma como se elevando da mente e da água.[1] Um escólio medieval sobre As Nuvens de Aristófanes, atribui a Hípon a visão de que os céus eram como um domo de um forno (πνιγεύς) cobrindo a Terra.[8] Referências
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