Gilles Lapouge
Gilles Lapouge (Digne-les-Bains, 7 de novembro de 1923 — Paris, 31 de julho de 2020)[1] foi um escritor e jornalista francês radicado no Brasil. Possuía uma coluna no jornal O Estado de S. Paulo, desde 1951. BiografiaEle passou a sua infância na Argélia, onde o pai era militar. Estudou primeiro história e geografia, antes de tornar-se jornalista. Ele contou sua ida para o Brasil em seu livro Equinoxiales, salientando seu desembarque no Rio de Janeiro e sua viagem para São Paulo, onde chegou no dia 20 de Janeiro de 1950.[2] Ele trabalhou como redator econômico no jornal O Estado de S. Paulo, na época o mais poderoso da América Latina.[2] Três anos depois, em 1953, voltou para a França, onde habita, continuando a escrever crônicas para este jornal há mais de 50 anos. Numa entrevista dada a jornalista Raphaëlle Rérolle, da edição online do jornal Le Monde, ele disse, sorrindo: «Eu calculei haver escrito [para o Estadão] o equivalente de 60 volumes da Pléiade,[3] célebre coleção de livros que publica obras completas de grandes autores.» O acervo das crônicas de Gilles Lapouge pode ser consultado no Estadão,[4] provando a singular fidelidade do jornalista ao jornal brasileiro e sua erudição fora do comum, permitindo-lhe abordar assuntos referentes a diversas disciplinas com grande mestria. Três anos mais tarde, voltou definitivamente para o seu país natal, começando a colaborar com os jornais Le Monde, Le Figaro Littéraire e Combat. É que este escritor, autor de ensaios, de narrações, de romances, jamais deixou de ser jornalista.[3] Pouco tempo depois, começou a trabalhar na estação de rádio estatal France Culture onde ficou 20 anos,[3] produzindo a emissão Agora e em seguida En étrange pays. Quase ao mesmo tempo, convidado pelo jornalista e escritor Bernard Pivot, iniciou uma longa colaboração no programa literário semanal de televisão Ouvrez les guillemets , que mais tarde passou a se chamar Apostrophes, um dos programas literários mais célebres da história televisual francesa. Morreu no dia 31 de julho de 2020 em Paris, aos 96 anos. Estava se recuperando no hospital, depois de uma cirurgia, e a causa da morte foi uma infecção pulmonar.[5][6] Dictionnaire Amoureux du BrésilLapouge teve uma verdadeira afeição pelo Brasil, sua gente, sua geografia, sua fauna, sua flora, como podemos ler desde as primeiras linhas da Introdução do seu Dictionnaire amoureux du Brésil. “Quando cheguei neste continente, em 1951, eu vinha de uma Europa sombria, extenuada, com sabor amargo de antigos combatentes, de soldados derrotados e de fornos crematórios (...). O Brasil era o contrário, colorido. Passeavam nas ruas peles negras, brancas, coradas ou douradas, e elas divertiam-se juntas”.[7] Obras literárias
Notas
Referências
Ligações externas
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